
Uma extensa revisão de literatura elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2003, que teve como objetivo fazer um apanhado de tudo que havia sido pesquisado sobre Acupuntura e suas conclusões. O original pode ser encontrado aqui.
Os próximos posts serão uma série que resumirá essa revisão e exporá suas conclusões. Na prática clínica é comum nos depararmos com o ceticismo de alguns pacientes, de seus médicos e familiares. Hoje em dia a Acupuntura deixa de ser um exótico tratamento místico e mostra sua eficácia, comprovada já a milhares de anos por chineses e demais asiáticos. O modo chinês de pensar e agir em relação à uma doença ainda prevalece e deve ser sempre o guia em um tratamento.
O cientificismo atual busca explicações para a tal eficácia. É muito importante que se pesquisem os mecanismos de ação do uso de determinados pontos em condições específicas. Isso não é o princípio de uma prática pontual, onde pontos serão receitados como se fossem medicamentos, mas na verdade só comprova a eficácia dos pontos mais utilizados em determinadas patologias.
O Acupuncture: Review And Analysis Of Reports On Controlled Clinical Trials discorre sobre as vantagens da acupuntura ser uma técnica simples, conveniente e com poucas contra-indicações.
Segundo o estudo, pesquisas científicas sobre a Acupuntura descobriram que ela tem as seguintes ações no corpo:
- Induzir a analgesia;
- Proteger o corpo de infecções;
- Regulação de várias funções fisiológicas.
Diz ainda: “Os efeitos terapêuticos da Acupuntura são devidos a suas ações reguladoras em vários sistemas, que podem ser consideradas como uma terapia não-específica com um amplo espectro de indicações, particularmente eficazes em desordens funcionais.” E termina: “… em muitos casos ela age nos elos patogênicos da doença”.
Outro achado interessante da revisão é o caráter bi-direcional da Acupuntura. Isso significa que a Acupuntura promove uma baixa da pressão arterial em indivíduos com hipertensão e um aumento, em indíviduos hipotensos ou um aumento da secreção gástrica em pacientes com hipoacidez e uma diminuição em pacientes com hiperacidez. Desse modo, dificilmente a Acupuntura piora uma condição. Assim, segundo a OMS, o maior perigo na prática da Acupuntura é o abandono do tratamento convencional, algo que nunca recomendamos.
Considero importante elucidar algumas questões sobre a Acupuntura. Há muita mística envolvida sobre a técnica, suas origens e sua prática. Daí surge a necessidade de mostrar o conhecimento já adquirido sobre seu mecanismo de funcionamento e suas indicações.
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