Ano novo, vida nova!

Chega ao fim um ciclo. Ao final de 2011, ainda na Índia, quando decidir estudar mandarim e ir para Tianjin, para me aperfeiçoar no tratamento de doenças neurológicas, não poderia ter tomado melhor decisão.

 

Foi um ano duro, tendo lidar com condições extremas de clima, poluição, mas de muito aprendizado. Estudei como nunca antes. No início, mesclando os estudos da língua e da acupuntura, ainda complementava estudando de três a quatro horas diárias, praticando ideogramas incessantemente até que, de alguma forma, eles ficassem gravados na memória.

 

Esse período de estudo extra-classe aumentou consideralvemente após me dedicar somente ao mandarim. Houve momentos que pensei que enlouqueceria, trancado no apartamento, escrevendo ideogramas para esquecê-los no dia seguinte.

 

O esforço de alguma forma se pagou, pois após um ano, meu chinês está longe de ser perfeito mas já esboça uma certa fluência e posso levar diálogos adiante. Quem estuda mandarim sabe que isso não é nenhuma falsa modéstia. Ainda me considero em nível intermediário básico. Creio que para se atingir um nível de proficiência levaria algo em torno de três a quatro anos (ou mais).

 

No hospital, tudo ocorreu lindamente. Fui já sabendo o que queria estudar e fui apresentado a excelentes acupunturistas. O Primeiro Hospital da Universidade de Medicina Chinesa de Tianjin é referencia em tratamentos neurológicos com Acupuntura. Lá passam aproximadamente dois mil pacientes ambulatoriais por dia só para tratamento com acupuntura. Tem uma estrutura impressionante. E as habilidades dos acupunturistas de lá me arrebatou.

 

Aprendi muito, fiz muitos amigos e aprendi (um pouco) de mandarim. Missão cumprida em Tianjin e para a reta final da minha viagem decidi dar uma rodada com outros professores.

 

Seguindo uma recomendação de Walter Fischer, meu “chefe” na Índia, resolvi passar uma temporada em Kunming, na província de Yunnan, sudoeste chinês. Antes, fui aceito como aluno do Dr Wang Zhao Yang, em Beijing, referência em crânioacupuntura, onde começarei após o ano novo chinês.

 

Além disso, de volta à Beijing, terei a oportunidade de estudar com outros professores chineses, por recomendação do amigo Marcos Yau, que lá vive por um ano e meio.

 

O ano começa cheio, com novas perspectivas e muitas oportunidades. Nada melhor para aproveitar os últimos seis meses dessa jornada.

 

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